segunda-feira, 14 de junho de 2010

Memories ...

É verdade que falávamos imensas vezes sobre este assunto mas nunca pondo sequer em causa o facto de ele também se poder adequar a nós. Falávamos quando acontecia com os outros, falávamos quando acontecia no Mundo, falávamos mesmo não acontecendo com ninguém pois era um… “Tema”, digamos assim, que despertava em nós interesse e que nos levava a questionar tudo, inclusive a nossa própria existência

Eu tenho dezasseis anos, tu tinhas quarenta e oito. Como é óbvio, eu tinha consciência de que um dia nos iríamos separar, seguindo cada um o seu caminho. Nunca pensei foi que esse dia chegasse tão cedo! Foi um grande choque e admito que chorei, desesperei e senti que a vida não tinha sido justa contigo… Mas no fundo, no fundo, no mais íntimo de mim, eu sabia que era o que tinha que acontecer. Era o inevitável ciclo da natureza humana e contra isso não havia nada que eu pudesse fazer.

O meu lema de vida sempre foi “Quanto mais pensas, menos ages”. Uso-o constantemente, dia-a-dia, aproveitando todos os pequenos momentos e todos os pequenos prazeres que a vida nos propõe usufruir.

E no dia em que partiste, eu soube que fiz tudo o que estava ao meu alcance para te fazer feliz e para te tornares inesquecível. Só aí notei que foste tu quem nunca me negou qualquer tipo de ajuda, quem sempre me deu toda a força e apoio para eu seguir os meus sonhos, para lutar por aquilo em que acreditava. Apercebi-me do papel fulcral que desempenhavas na minha vida e da verdadeira importância que tinhas.

Aconteça o que acontecer, passe o tempo que passar, eu lembrar-me-ei sempre que muitas vezes foste tu quem me deu motivo para viver, para sorrir, para me levantar e seguir em frente, para limpar as lágrimas quando choro e transformá-las num sorriso.

Por tudo o que fizeste por mim e continuas a fazer, o meu OBRIGADO! Estejas onde estiveres, sei que estás feliz (que é o que tu mais mereces) e que continuas presente, não só na minha mas na vida de todos aqueles para os quais foste realmente importante.

O meu coração será para sempre uma casa para ti! [ Dwight ♥ ]

sábado, 1 de maio de 2010

Vazio...


É um vazio. É um enorme vazio que eu sinto dentro de mim. São 10 anos de luta, 14 anos de sonhos (ou será de ilusões?) que desabam em 8 meses.

- "O que queres ser quando fores grande?" - perguntava a mamã, com um sorriso nos lábios, sabendo o que eu iria responder.
- "Médica!" - respondia eu, apenas com 3 anos. Dizia que queria ajudar as pessoas, que queria que elas ficassem boas.

- "O que vais ser quando fores grande?" - perguntava 'alguém'.
- "Vai ser médica pediatra! É o que ambiciona desde pequena!" - prontamente respondia o papá, orgulhoso por saber que era 'aquilo' que a filha tinha estabelecido como meta para o seu futuro.

É frustrante, terrível, ver como tudo se desaba num abrir e fechar de olhos. Pior que toda a frustração só mesmo uma única coisa. A tristeza que se sente por ver que a minha volta todos esperam algo de mim, todos anseiam por ver o culminar de um sonho. O que fazer? Continuar? Desistir?
Fingir que tudo está bem quando à minha volta tudo desaba... Pura e simplesmente não me parece correcto. É como se tivéssemos uma tela, inicialmente colorida, e que com o tempo fosse perdendo a cor, fosse empalidecendo, e o seu pintor ignorasse esse facto, continuando a acha-la perfeita, tal como quando a acabou de pintar. Desculpem-me, mas não é isto que eu quero da minha vida. Não quero ser uma ignorante que vive no seu mundo de fantasia, onde existem príncipes e cavalos brancos que lutam para zelar pelos interesses das suas princesas.

Por outro lado... Como é que dizemos a quem mais amamos que pura e simplesmente "acabou!"? Que um sonho de toda uma vida acaba, assim? Desiludir quem sempre teve orgulho em nós, quem sempre acreditou... Será que vale a pena fazê-lo?

Toda a nossa vida é feita de escolhas, de porquês, de decisões tomadas, de forma ponderada ou não... Somos nós quem fazemos a nossa vida, com todas as nossas atitudes. Não me venham agora com afirmações enganadoras e manipuladoras de quem acha que "nada tem a haver com o caso". Como já disse, e torno a frisar, a nossa vida somos nós que a fazemos. Para quê culpar terceiros pelo que aconteceu (ou deixou de acontecer)?
Sejamos realistas! Se não aconteceu, se não resultou, é porque assim tinha que ser! Não vale a pena virem-me agora com tretas. O que está feito, está feito, e nada podemos fazer para mudar isso.